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Porto, 8 de Julho de 2006 O Centro das Culturas e o Partido Humanista colaboram com a organização da 1ª Marcha de Orgulho LGBT, que tem como tema Direitos Humanos - um presente sem violência, um futuro sem diferença Este evento está a ser organizado por um conjunto de associações que luta pela igualdade de direitos para as pessoas que têm uma orientação sexual diferente daquilo que é formalmente tido como a sexualidade-padrão. Os direitos que a comunidade LGBT procura atingir não são diferentes dos Direitos Humanos que se exigem para todas as pessoas. O PH entende que é necessário reivindicar a existência de direitos iguais, mas também trabalhar para que haja idênticas oportunidades, a começar pela oportunidade de cada um viver a sua sexualidade livre e abertamente. Participar na marcha de 8 de Julho é valorizar a diversidade, um ingrediente fundamental para construir uma Nação Humana Universal! Direito ao casamento e à adopção. Educação sexual. O casamento é uma instituição muito antiga. No entanto, o conceito de quantos indivíduos e de que género o devem constituir é muito diverso nas diferentes culturas. Não deve haver qualquer tipo de discriminação nas leis civis que regulam os diversos tipos de união, nem no acesso a benefícios por parte dos intervenientes. Não existe nenhum motivo para excluir os casais do mesmo sexo como potenciais pais e mães adoptivos. Os seus pedidos devem ser avaliados segundo os mesmos critérios usados para as restantes situações. Devemos reconstruir o conceito de "família" para nele incluir qualquer união de pessoas capazes de dar apoio, cuidados e amor, e que desejem assim criar uma criança. Os temas LGBT são importantes para a educação sexual. Assim como se fomenta a educação multi-cultural, seria adequado fomentar uma maior riqueza na compreensão dos diferentes aspectos da sexualidade humana, prevenindo a perseguição e discriminação, para com os outros e para consigo mesmo.O caminho a seguir A luta para terminar com a discriminação baseada na orientação sexual é difícil, não bastando modificar as leis injustas; implica mudar a atitude popular sobre a homossexualidade. Aqui distinguem-se, pelo menos, dois caminhos a seguir. Por um lado, não questionar a direcção do sistema actual, limitando as reivindicações aos aspectos que afectam a comunidade LGBT. Outra opção, será perspectivar a acção e estas aspirações dentro de uma proposta de mudança global. |
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