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O Centro das Culturas (CC) e o Partido Humanista (PH) participam mais uma vez na organização da Marcha de Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero (LGBT) do Porto. Este evento está a ser organizado por um conjunto de associações que luta pela igualdade de direitos para as pessoas que têm uma orientação sexual diferente daquilo que é formalmente tido como a sexualidade-padrão. Os direitos que a comunidade
LGBT procura atingir não são
diferentes dos Direitos Humanos que se exigem para todas as pessoas. O
PH e o
CC entendem que é necessário reivindicar a
existência de direitos iguais, mas
também trabalhar para que haja idênticas
oportunidades, a começar pela
oportunidade de cada um viver a sua sexualidade livre e abertamente. Percurso da Marcha: Praça da República - Viaduto Gonçalo Cristóvão - Rua Gonçalo Cristóvão - Rua St. Catarina - Rua Passos Manuel - Rua Dr. Magalhães Lemos - Av. dos Aliados - Pç. General Humberto Delgado Mais informações em: O QUE EU DESEJO Por Regina Guimarães, madrinha da MarchaO que eu quero é que todos os que se desejam e amam possam dar as mãos, beijar-se, andar de braço dado, fazer festas e cafuné e o mais que lhes aprouver por mútuo consentimento sem terem de esconder-se. Porque o desejo faz desejar mais, o amor faz amar mais. Porque quem ama deseja mostrá-lo e essa é a mais bela das bandeiras. O que eu quero é que se acabe de uma vez por todas com a ideia de que só um casal legitimado pelo casamento pode acompanhar o crescimento de uma criança, transmitir-lhe a vontade de pensar e conhecer, acarinhá-la e encorajá-la a ser livre. As crianças não pertencem aos progenitores, elas são de si mesmas e do mundo. Se é verdade que as crianças são dependentes, os adultos não o são menos e a consciência dessa dependência que liga os humanos é uma boa base para uma conversa sobre mudar o mundo e romper com as formas, evidentes ou perversas, de escravidão. O que eu quero é que as mães e os pais deixem de temer as escolhas de orientação sexual dos seus filhos. O que eu quero é que os filhos deixem de sofrer a opressão da norma quando se debatem com as exigências do amor. Claro que quero muitas outras coisas e todos os dias luto comigo mesma para as definir na minha cabeça. Mas estas que eu acabei de formular QUERO MESMO. Já. |
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