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1º Congresso
do
Partido Humanista

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Sessão pública realizada na Faculdade de Letras de
Lisboa
27 de Maio de 2000
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Maria Vitor Mota
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Apesar de
constituído há cerca de um ano, o Partido Humanista
(PH) tem uma história que remonta há 30 anos atrás,
quando se formou o Movimento Humanista, na Argentina.
Quanto ao seu ideário político-social, o PH centra-se
na plena vigência dos direitos humanos, no
desenvolvimento eco-sustentável, na democracia real e
num modelo económico cooperativo.
O PH aspira a ter uma influência crescente na sociedade
portuguesa, dada pela coerência das suas posições e
pelo crescimento da sua base social de apoio.
Luís Filipe Guerra
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As mulheres continuam
a ser discriminadas na sociedade portuguesa, sobretudo ao
nível familiar, laboral e político. Esta é uma
matéria de realização dos direitos humanos e não
apenas uma questão das mulheres. Por isso, o
reconhecimento e o respeito total pelos direitos das
mulheres deve ser uma prioridade social.
Cristina Rego
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Desde o secundário até ao
Ensino Superior que somos forçados a viver com os
desajustes de um modelo que não se consegue ver a
funcionar na prática. Pretendemos apostar na
transformação do sistema através da distribuição de
responsabilidades e não pelo centralismo democrático,
porque a democracia nas universidades não pode ser
exclusivamente formal.
A nossa resposta enquanto estudantes não será de
violência, mas sim de coerência porque pensamos,
sentimos e agimos na mesma direcção.
Como modelo educativo, queremos uma educação em que
não sejamos meros espectadores -- em vez de se ensinar a
lição da repetição, da memorização e da imposição
dos conhecimentos, devem-se fornecer as ferramentas para
a construção de diferentes perspectivas reflectindo
sobre diferentes pontos de vista e procurando de alguma
forma um pensamento coerente. O ensino também deve
compreender temáticas como a colaboração, o contacto
emotivo com os outros e a responsabilidade social.
João Nicolau
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A preocupação
política deste partido consiste em priorizar a
vizinhança, antes do município, do distrito, da região
ou do país. É no bairro que os conflitos se fazem
sentir com mais intensidade, por muito longínquas que
sejam as suas raízes. Desses habitantes, desses
vizinhos, deriva a legitimidade de uma dada ordem e de
aí se deve erguer a representatividade de uma democracia
real.
Natasha Mota
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O Partido Humanista vem mais uma vez
reafirmar o valor e pertinência da Declaração
Universal dos Direitos do Homem. Os Direitos Humanos não
são coisa do passado, pertencem ao futuro na medida em
que são ainda uma intenção por cumprir. Neste 1º
Congresso o Partido Humanista quer reassumir o seu
compromisso com um projecto de acção que visa o
cumprimento desses direitos.
Alice Ribeiro
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Sobre as
instituições económicas supranacionais e a sua acção
desumana; o império norte-americano que impõe a sua
globalização; e, finalmente, uma apreciação sobre a
situação existencial das pessoas e a acção a
desenvolver nesse sentido.
Emílio Rubio
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Não basta estar indignado com a situação
actual. É preciso ter vontade de mudança. A mim,
interessa-me a acção, a iniciativa, mas só uma acção
comprometida com outros tem sentido. Uma acção na base
social, nos bairros, nas universidades, no meu meio
imediato, de relação, familiar e laboral.
Reafirmo publicamente as quatro propostas da campanha
para as presidenciais: Promoção de todos os direitos
humanos; Democracia real; Preservação do equilíbrio
ecológico e da biodiversidade; Economia Humanista.
Entre as aspirações humanistas e as realidades do mundo
de hoje, levantou-se um muro. Chegou, pois, o momento de
derrubá-lo.
Pedro Braga
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